Domingo tem redação da Fuvest: tudo que você precisa saber para a prova – 03/01/2020 – UOL

Domingo tem redação da Fuvest: tudo que você precisa saber para a prova – 03/01/2020 – UOL

A segunda fase da prova da Fuvest acontece nos dias 5 e 6 de janeiro. No primeiro dia de prova do vestibular, que seleciona candidatos para ingressar na Universidade de São Paulo (USP), os candidatos irão realizar a prova de redação.

Saiba agora qual o tipo de texto que é exigido no vestibular e quais os critérios de avaliação usados pela banca para definir quem vai entrar na USP.

Tipo de prova

Na prova de redação da Fuvest, o estudante deverá fazer um texto dissertativo, que mostre sua opinião sobre algum tema “polêmico” proposto pela banca. Segundo Wellington Borges Costa, coordenador de redação do Etapa, os temas que são tradicionalmente propostos pela prova são de natureza universal, atemporal e sobre assuntos mais abstratos.

“Nas provas da Fuvest são pedidos temas mais filosóficos, vamos dizer assim. No entanto, nas últimas edições, tivemos temas que favoreciam a realidade nacional. Porém, isso não foi feito explicitamente”, explica.

Provas de anos anteriores

As provas dos últimos anos ilustram bem o comentário do coordenador. No vestibular de 2015, o tema da redação foi a “A camarotização da sociedade brasileira e a segregação de classes sociais.”

Para o de 2016, a prova tratou de um tema mais abstrato quando trouxe como tema as utopias e um debate sobre elas serem indispensáveis, inúteis ou nocivas para a sociedade.

Para a prova de 2017, o exame trouxe um questionamento sobre se o ser humano tinha saído da menoridade. Em 2018, em meio às polêmicas sobre exposições artísticas no Brasil, a prova perguntou se devem existir limites para a arte. O mais recente tema da Fuvest também falou sobre um tema bem recente questionando o vestibulando sobre de que maneira o passado contribui para a compreensão do presente.

O que a prova quer?

De acordo com o coordenador pedagógico Leandro Baldo (Lego), da Oficina do Estudante, a prova da Fuvest é bastante tradicional e espera uma grande objetividade do aluno tanto na redação como no vestibular como um todo.

“A prova da Fuvest é a mais técnica de todas. Quando você pega uma prova da Fuvest, é tudo bem direto. Ela tem questões mais diretas e o aluno tem que mostrar um conhecimento técnico sobre o conteúdo. É preciso que o estudante tenha bastante objetividade quando for responder as questões”, diz.

Letra legível

Ainda de acordo com Baldo, é preciso que o estudante tome muito cuidado em toda a prova com o tamanho da letra e com o fato de ela ficar legível para os corretores do exame. De acordo com ele, os professores que vão fazer a correção da prova não podem perder muito tempo tentando entender o que o estudante escreveu.

“A letra precisa estar legível, é preciso que ele escreva com uma letra maior do que está acostumado e é necessário ter calma e tranquilidade para escrever. Se o corretor perceber que existe uma confusão, se ele simplesmente não entender, ele pode colocar zero naquela parte. Ele vai fazer um esforço para entender, mas se estiver muito confuso, ele pode anular”, explica.

O que será avaliado?

De acordo com o coordenador de redação do Etapa, a correção da prova vai levar em conta três critérios: a correção gramatical (a linguagem correta e o domínio da língua portuguesa), a estrutura (a articulação de conteúdo e forma) e o repertório do aluno (de que maneira ele consegue articular os conteúdos que estão na coletânea com conteúdos e repertório).

“Também é importante que ele tenha bons argumentos. Os mais fortes são aqueles que são baseados em fatos históricos, em fatos jornalísticos, em dados e números e em temas que já foram tratados por outros autores de renome”, constata o professor.

Intervenção

Na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é solicitado que o aluno faça uma intervenção sobre o tema. A ideia é que o estudante proponha alguma solução para o problema levantado pela prova. Porém, isso geralmente não acontece na Fuvest.

De acordo com Costa, a redação da prova da USP costuma ter uma característica mais acadêmica, de um texto que acontece a partir de uma observação da realidade. “Eu digo que não gosto muito de receitinhas para fazer provas de redação por isso. Elas acabam revelando uma pobreza de ideias”, afirma.

Título

Ainda em comparação ao Enem, Costa relembra que a prova não considera o título usado pelo candidato. Porém, ele afirma que o estudante pode fazer um título diferenciado e interessante na prova da Fuvest. Isso, segundo ele, pode dar pontos extras para o vestibulando e garantir uma melhor nota.

“Na Fuvest, um título bacana e criativo pode ser um excelente diferencial. Seria interessante deixar para fazer o título por último, depois que terminar o texto. Além disso, eu acho mais interessante um título cujo significado não é explícito. Assim, ele é um convite à leitura”, orienta.

Fonte Oficial: UOL.

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Crédito da Foto: Rovena Rosa / Agência