Atualidades Vestibular e Enem: novembro de 2019 – UOL

Atualidades Vestibular e Enem: novembro de 2019 – UOL


Crédito foto: Laura Rivas / Shutterstock.com

O mês de novembro de 2019 foi marcado pela votação do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo veto da prisão em segunda instância e, com isso, a soltura do ex-presidente Lula, e a crise política na Bolívia. Também tivemos no final do mês a morte repentina do apresentador Gugu Liberato, que comoveu o país inteiro.

Separamos as principais notícias do Brasil e do mundo que saíram em novembro. Todos os assuntos contém links para notícias de portais como o UOL, Folha, BBC, Veja e G1. Clique nos links para saber mais detalhes.

Brasil não consegue parar sífilis

Apesar de sucessivos alertas nos últimos anos, o Brasil continua sem conseguir conter o avanço da doença sífilis, registrando o maior número de casos da doença no país desde 2010, quando a notificação passou a ocorrer de forma regular, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Leia: tratamento, sintomas e diagnóstico da sífilis

Ainda seguno o órgão, somente em 2018 foram registrados 158 mil casos de sífilis adquirida, o que equivale a 75,8 casos a cada 100 mil habitantes. Um ano antes, esse índice era de 59,1 casos a cada 100 mil. Os números preocupam a Organização Mundial da Saúde.

Queda da prisão em segunda instância

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, no início do mês, a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar todos os recursos na justiça. A decisão foi tomada por 6 votos a 5.

A decisão do STF gerou muitas manifestações espalhadas pelo país tanto a favor da decisão e outras contrárias a queda da condenação em segunda instância.

Lula é solto

Com a queda da prisão em segunda instância, o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva foi solto no dia seguinte a decisão do STF.

Lula é soltou e apoiadores comemoram a soltura do ex-presidente

Crédito imagem: Marcelo Chello / Shutterstock.com 

Lula estava preso desde 07 de abril do ano passado pela condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato. Ele deixou a sede da PF pela porta da frente, acompanhado por parlamentares do PT e seus advogados. O ex-presidente caminhou em direção aos apoiadores que o esperavam em um palco, onde fez um pronunciamento aos militantes. 

Liberdade na internet

Relatório divulgado pela ONG Freedom House, no início do mês de novembro, aponta a redução da liberdade de usuários mundo afora no que diz respeito a internet. O relatório também mostra que no Brasil a manipulação nas redes sociais atingiu níveis alarmantes nas eleições de 2018, com a divulgação de notícias falsas propagadas em plataformas como o Whatsapp.

Um dos países que mais caiu no ranking foi o Brasil, com 64 pontos, figurando na lista dos “parcialmente livres”. São considerados países “livres” aqueles que possuem pontuação de 70 a 100 pontos e os “não livres” aqueles com 0 a 39 pontos. 

Projeto de armas passa na Câmara

Foi aprovado esse mês na Câmara dos Deputados o projeto de lei conhecido como PL das Armas. Através de um amplo acordo, foi votado somente o porte de armas para atiradores, caçadores e colecionadores de armas (CACs).

Dentre outros pontos, foram retiradas do texto as mudanças quanto ao porte de arma para guardas municipais, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da segurança do presidente da República. 

Desmatamento no Brasil

Estimativas divulgadas este mês pelo Sistema de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, apontam que o desmatamento foi a principal fonte de emissões no Brasil em 2018, respondendo por 44% do total.

Emissões ligadas ao desmatamento são atualmente a maior fonte de poluentes liberadas no país

Crédito imagem :Richard Whitcombe/ Shutterstock.com

De 2017 para 2018, emissões degases que causam o efeito estufa ligadas à derrubada de florestas aumentaram 3,6%, representando a maior fonte de poluentes liberados no país. O Brasil é o sexto maior emissor do planeta.

Desmatamento na Amazônia bate recorde 

O desmatamento na Amazônia bateu recorde e cresceu 29,5% em 12 meses. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, segundo o sistema de monitoramento Prodes, que oferece o dado mais preciso e com nível de confiança superior a 95%, foram destruídos 9.762 km², um aumento de 29,5% em comparação ao ano anterior. 

O aumento percentual desse ano é o terceiro maior da história, só vistos números tão acentuados nos anos de 1995 e 1998. Juntos, os estados de Pará, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas foram responsáveis por 84% do total desmatado no período, cerca de 8.213 km².

Como parte dos esforços para conter a destruição na Amazônia, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que estuda criar um programa em conjunto como Exército para levar mais cientistas para o bioma. Pontes acredita que ao levar mais pesquisadores para a Amazônia, será possível reduzir o desmate.

Pobreza no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou a síntese de indicadores sociais, que apontou que, em média, 1 milhão de brasileiros por ano desceu abaixo da linha da pobreza entre 2015 e 2018. Para traçar esse parâmetro, o IBGE usou estudos feitos pelo Banco Mundial.

Reunião do Brics

Aconteceu na capital federal, em novembro, a 11ª Cúpula do BRICS 2019, que reuniu presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, do Brasil, Jair Bolsonaro, da China, XI Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Presidida pelo Brasil, a reunião teve como lema “Crescimento Econômico para um Futuro Inovador”. Foram discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. Essa foi a segunda vez que Brasília sediou a conferência.

Reforma da Presidência

Quase nove meses depois de ser oficialmente proposta pelo Governo, deputados e senadores promulgaram a reforma da Previdência. O texto altera regras de aposentadorias e pensões para mais de 72 milhões de pessoas, entre trabalhadores do setor privado que estão na ativa e servidores públicos federais.

Negros são maioria nas universidades públicas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou que, os estudantes negros (pretos ou pardos) passaram em 2018 a serem maioria dos inscritos nas instituições de ensino superior da rede pública do país (50,3%). A marca foi atingida a despeito das menores taxas de conclusão do Ensino Médio e de ingresso no ensino superior registradas entre negros.

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Sistema de cotas entre outras medidas foram favoráveis no que diz respeito a ampliação e

democratização do acesso ao ensino superior para negros

O IBGE menciona a institucionalização do sistema de cotas na rede pública, que reserva vagas a candidatos de alguns grupos populacionais, entre outras medidas adotadas a partir dos anos 2000 com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso ao ensino superior.

Morte de Gugu Liberato

O apresentador Antônio Augusto Moraes Liberato, mais conhecido como Gugu, morreu em sua casa na Flórida, EUA, após sofrer um acidente doméstico. Ele tinha 60 anos e caiu de uma altura de cerca de quatro metros, quando fazia um reparo no ar condicionado. A família doou todos os seus órgãos, atendendo a uma vontade do apresentador. A morte precoce e inesperada de Gugu gerou comoção e homenagens no Brasil.

RJ tem o maior número de mortes cometidas por policiais

O estado do Rio de Janeiro registrou, em 2019, o maior número de mortes em confronto com as polícias de sua história. Os números foram mostrados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Entre janeiro e outubro deste ano, agentes de segurança mataram 1.546 pessoas. O maior número era do ano passado, quando 1.534 mortes por intervenção policial foram registradas.

Coincidentemente, neste mês também foi concluído pela Polícia Civil do Rio de Janeiro que a garotinha Ágata Félix, assassinada em 20 de setembro dentro de uma Kombi no Complexo do Alemão, foi morta por um tiro de fuzil da PM.

Unicef divulga redução da mortalidade infantil no Brasileira

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou, no final de novembro, que a mortalidade infantil no Brasil teve uma redução histórica. O órgão produziu um relatório que aponta que, de 1990 a 2017, registrou-se um número inferior aos já obtidos até então de mortes de crianças menores de um ano de idade no país. No período, a taxa nacional caiu de 47,1 para 13,4 a cada 1 mil nascidos vivos. Além disso, entre 1996 e 2017, 827 mil vidas foram salvas.

30 anos da queda do Muro de Berlim

No mês de novembro, também foi celebrado os 30 anos da queda do Muro de Berlim, na Alemanha, considerado o “muro da vergonha”, que durante 28 anos dividiu em duas a histórica capital germânica, até a reunificação da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha) e da Alemanha Oriental (República Democrática Alemã).

A queda da barreira de cimento e ferro no meio de Berlim representou o colapso do socialismo sob a liderança da extinta União Soviética, formada por Rússia, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Estônia, Geórgia, Lituânia, Letônia, Moldávia e Ucrânia, e também implementado por Bulgária, Hungria, Polônia Romênia e Tcecoslováquia, além da Alemanha Oriental, países que formavam a cortina de ferro que separava o mundo capitalista do mundo socialista.

Espanha volta às urnas

Os espanhóis votaram neste mês pela quarta vez em quatro anos. O país está fragmentado e, além da tradicional oposição entre esquerda e direita, há também divisões nos grupos e isso acaba por diminuir as chances de um consenso.

Dentre os pontos que fazem com que a Espanha não consiga alcançar governos estáveis e que promovam as políticas exigidas pelo país estão: a crise econômica, a fragmentação política, a crise catalã e a tendência histórica.

Crise política na Bolívia

Após ser pressionado pela oposição, pelas Forças Armadas e por sucessivos e intensos protestos na Bolívia, Evo Morales acabou renunciando à Presidência do país, depois de 13 anos no poder. O ex-presidente boliviano afirma ter sido vítima de “um golpe cívico, político, policial”. Após a sua renúncia, uma série de outras vieram na sequência, como a do vice-presidente, Álvaro García Linera, o presidente da Câmara, Victor Borda, e a presidente do Senado, Adriana Salvatierra, além de outros dois ministros do governo.

Evo Morales acabou pedindo a renúncia após ficar no poder da Bolívia por 13 anos

Crédito imagem: Golden Brown / Shutterstock.com

A tensão na Bolívia não é de agora em tem raízes no ano de 2009. Contudo, as polêmicas eleições presidenciais realizadas em 20 de outubro foram o estopim para uma série de protestos. A apuração dos votos apontava segundo turno entre Morales e seu opositor, Carlos Mesa. Contudo, a apuração dos votos teve acusações de que não teve segurança no que diz respeito ao armazenamento das urnas e também por conta da apuração ter sido suspensa.

Nova constituição Chile

Depois de quase 30 dias de protestos, alguns deles com finais violentos, o Chile anunciou processo para nova Constituição, por meio de uma Constituinte e plebiscito. A informação foi confirmada pelo Ministro do Interior, Gonzalo Blumel, após reunião na casa do presidente Sebastián Piñera.

A Constituição atual, vigente desde 1980, teve mais de 200 modificações em mais de 40 artigos. No entanto, de acordo com Piñera, não estabelece como responsabilidade do Estado oferecer como direitos saúde e educação, dois pilares reivindicados por milhões de chilenos que estão nas ruas protestando desde 18 de outubro.

Uruguai elege, em segundo turno, novo presidente

No final de novembro, cerca de 2,6 milhões de uruguaios foram as urnas para escolher, em segundo turno, o novo presidente da República. Após a apuração, foi eleito o candidato que era apontado nas pesquisas como favorito, Luis Lacalle Pou.

No país, o voto é obrigatório para todas as pessoas maiores de 18 anos cadastradas no sistema eleitoral.  

Emergências climáticas

Um novo estudo realizado por 11.258 cientistas das mais variadas disciplinas, em 153 países, alerta que o planeta “enfrenta uma emergência climática clara e inequívoca”. O estudo representa a primeira ocasião em que um grande grupo de cientistas apoiou formalmente a classificação como “emergência” da mudança de clima.

Fonte Oficial: UOL.

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