MEC troca pela 4ª vez e nomeia general para chefiar órgão que cuida do Enem – 22/08/2019 – UOL

MEC troca pela 4ª vez e nomeia general para chefiar órgão que cuida do Enem – 22/08/2019 – UOL

O ministério da Educação confirmou hoje que o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza vai comandar a Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb), órgão responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). É a quarta indicação para o posto desde que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) foi empossado, há pouco mais de oito meses. Entre outras atribuições, o cargo de Souza trata de avaliações da educação básica brasileira dentro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Sem experiência no setor, o general é doutor em Altos Estudos Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército e mestre Estratégia pelo Command and General Staff College (USArmy), universidade para oficiais do Exército dos Estados Unidos, conforme exposto na plataforma Lattes. A indicação de Souza foi confirmada pelo UOL com o MEC e a nomeação no Diário Oficial deve ocorrer nos próximos dias.

Antes do militar, passaram pelo cargo o economista Murilo Resende Ferreira, defensor do projeto Escola Sem Partido e crítico do que classifica como “ideologia de gênero.” Ferreira chegou a afirmar que os professores brasileiros são “manipuladores” e que não querem “estudar de verdade”. As declarações foram feitas em 2016, durante audiência pública do MPF-GO (Ministério Público Federal). Ele permaneceu por um dia no cargo e foi exonerado.

Outro economista, Paulo César Teixeira, substituiu Resende e ficou cerca de um mês no cargo. A Daeb passou então a ser chefiada por Francisco Garonce, que foi exonerado após um episódio de violação do protocolo de segurança do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), avaliação que possibilita que jovens e adultos que não concluíram o ensino médio e fundamental obtenham certificado escolar.

O MEC, institucionalmente, afirmou que a demissão de Garonce fez parte de uma troca de diretores e coordenadores após a chegada de Jair Bolsonaro na Presidência. O jornal Estado de S. Paulo publicou, no entanto, que ele teria sido um dos envolvidos na quebra de protocolo de segurança do Encceja.

“Bolsonaro não lerá Enem”

O presidente já proferiu críticas em relação ao Enem e, no ano passado, pouco depois de ser eleito, deu a entender que iria interferir no conteúdo da prova. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT”, disse, atacando uma questão do exame de 2018 que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis.

O tom após a posse mudou. Em julho, Abraham Weintraub, ministro da Educação, afirmou que Bolsonaro “não leu e não lerá” a prova do Enem deste ano. “Salvo uma coisa totalmente fora do ‘script’, eu não consigo imaginar [que ele leria]. O presidente está com uma agenda tão atribulada, por que ele vai parar para ler a prova? Ele não leu, e não lerá”, afirmou o ministro.

Na mesma entrevista, todavia, Weintraub disse que o governo passou uma orientação para que qualquer conduta “ideológica” na elaboração das provas seja eliminada. “As pessoas que não performarem adequadamente serão desligadas [da pasta]”, completou o ministro.

Fonte Oficial: UOL.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Notícias do Enem.

Comentários

Você talvez goste também de

No Amapá, pré-vestibular gratuito oferece 600 vagas – UOL

Crédito: Divulgação/Erich Macias/Seed A Central do Enem, cursinho