FIES vale a pena? Vantagens e desvantagens do FIES – UOL

FIES vale a pena? Vantagens e desvantagens do FIES – UOL

Ainda cheios de inseguranças na hora de escolher o curso e a formação profissional que desejam seguir, muitos estudantes também acabam tendo que lidar com a preocupação de como vão arcar com os custos de uma faculdade.

Conquistar um diploma e ter a chance de melhorar as oportunidades no mercado de trabalho é um sonho para muitos e, nessa hora, a ideia de poder financiar a faculdade parece ser muito viável. E, nesse caso, o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) pode ser a primeira opção que vem em mente.

Mas, você já pensou em como vai ser começar a vida profissional com uma dívida para pagar? Por isso, antes de optar por essa escolha, é importante colocar as dúvidas no papel, analisar a situação e planejar o futuro para saber se realmente o financiamento vai valer a pena para o seu caso.

Pensando nisso, o Brasil Escola listou algumas situações que são importantes para analisar se o FIES vale a pena.

– O que é o FIES e como funciona o financiamento?

A primeira coisa que você precisa entender é que o FIES não é uma bolsa de estudo, mas um financiamento estudantil, ou seja, você vai precisar pagar as mensalidades depois de se formar.

O FIES é um programa do Ministério da Educação (MEC) que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar estudantes para o financiamento de cursos superiores em faculdades particulares. O programa é dividido em duas modalidades: 

Voltado para estudantes com renda familiar mensal de até 3 salários-mínimos por pessoa, oferece juros zero, com correção apenas pela inflação.

Voltado para estudantes com renda familiar mensal de até 5 salários-mínimos por pessoa, possui juros que variam de acordo com o banco

Entenda a diferença entre as modalidades do FIES

O FIES com juros zero tem limite de vagas, por isso, nem todos os candidatos dentro da faixa de renda conseguem o financiamento. Nesse caso, a nota do Enem vale muito. Já o P-FIES não tem limite de vagas, pois não é o Governo Federal que financia a mensalidade, mas os bancos. 

Conhecer as duas modalidades pode fazer a diferença entre aderir ou não ao programa. Alguns estudantes assinam o contrato pelo P-FIES achando que se trata do FIES juros zero, e acabam contraindo uma enorme dívida ao sair da faculdade. Por isso, antes de assinar o contrato, pergunte sobre os juros e faça a simulação.

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– Eu quero realmente fazer este curso?

Com a ansiedade para entrar numa faculdade, muitos estudantes se matriculam no curso que conseguem aprovação e não no que realmente têm aptidão e, com isso, acabam abandonando a faculdade no meio do caminho. Então, fique atento! Mesmo largando o curso, você tem que continuar pagando as parcelas do FIES relativas ao período que estudou.

Entenda a diferença entre Enem, SiSU, ProUni e Fies

– Tenho dinheiro para pagar a parcela do financiamento durante e depois do curso?

Além do valor da mensalidade do curso, para se manter numa faculdade há muitas outras despesas: transporte, material de estudo, congressos, alimentação etc. Durante o curso, o estudante que adquiriu o Fies tem a obrigação de pagar mensalmente o valor não financiado acrescido ao encargo operacional fixado em contrato, cujo valor mínimo é R$ 50.

Após concluir a formação, o valor das parcelas passa a ser integral descontado diretamente do salário, caso o formado já tenha um emprego.

– Quanto devo pagar durante o curso?

O valor do financiamento depende da renda do candidato. Veja o exemplo: Se o candidato tiver direito a 50% do financiamento e a mensalidade for de R$ 900, ele terá que pagar R$ 450 por mês e o restante será pago somente após o curso, com juros e/ou correção da inflação.

Durante o curso, o estudante também deve pagar mensalmente, além do valor que não foi financiado, o seguro de vida e a taxa com os gastos operacionais do programa.

– Como funciona o seguro de vida do Fies?

De acordo com o MEC, o seguro de vida serve para que, em caso de invalidez ou morte do estudante, o governo seja compensado da dívida que não será mais quitada. Os valores do seguro variam de aproximadamente R$ 5 para os cursos tradicionais e de R$ 15 para Medicina.

– Quanto devo pagar depois do curso?

As parcelas do saldo devedor começam a ser pagas (independente da modalidade) no primeiro mês após a terminar o curso, desde que o aluno tenha renda. O valor vai depender da renda do recém-formado e será descontado diretamente do contracheque. O cálculo é complexo, mas fica em torno de 10% do salário.

Se não houver renda no momento, ou em algum outro período do pagamento, será cobrado o valor mínimo definido pelo regulamento.

Veja como os valores serão cobrados após o término do curso, caso o beneficiado não tenha renda:





Ano pós-curso Valor
1º ano 70% do valor que era pago mensalmente durante o curso + taxas
2º ano 75% do valor que era pago mensalmente durante o curso + taxas
3º ano ou mais 100% do valor que era pago mensalmente durante o curso + taxa


Para mais detalhes, leia a Legislação do FIES.

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– Como é o mercado de trabalho da carreira?

Terminar a faculdade é um alívio para o estudante depois de ter passado por estágios e TCC. Mas, depois da formatura, vem outra preocupação: ingressar no mercado de trabalho. Nem todo mundo consegue ser efetivado no estágio ou consegue um emprego na área logo depois de formar, não é mesmo?

Como no FIES o estudante precisa começar a pagar o financiamento no mês seguinte à formação, é muito importante saber como é o mercado de trabalho para formados no curso que escolheu e qual a média salarial. 

Arranjar um emprego depois de formar é essencial para conseguir pagar as parcelas do FIES. Nesse caso, as parcelas são deduzidas diretamente do salário. Porém, se você ainda não tiver renda nesse momento, as prestações mensais serão de acordo com o pagamento mínimo. Ou seja, de toda forma, você deve estar preparado para retirar, depois de formar, um valor mensal referente à quitação do financiamento.

Trabalho e Dinheiro
Vai ser fácil conseguir um trabalho quando você formar?

– Quais serão minhas despesas depois de formar?

Cada pessoa tem um compromisso financeiro mensal. Sabendo que você deve começar a pagar as parcelas do FIES logo após se formar, é importante pegar papel e caneta e anotar quais são as suas despesas fixas e variáveis e qual será seu orçamento a partir desse momento.

Alguns planejam comprar um carro, outros já pretendem casar, comprar casa, sustentar os filhos etc. Com esses compromissos, será que o valor da sua renda vai ser suficiente para manter suas despesas e pagar a dívida adquirida na graduação? Faça o balanço e se planeje antes de tomar a decisão.

– E se eu esperar mais um ano?

Que tal esperar mais um ano e fazer orçamentos em alguns cursinhos e tentar mais uma vez fazer o Enem ou vestibulares da sua região? Agora você já tem mais experiência e pode conseguir uma boa nota no SiSU ou uma bolsa no ProUni. Além disso, também existem muitos cursinhos gratuitos em várias regiões do país. A espera e dedicação pode te ajudar a fazer uma grande economia.

Veja os cursinhos que oferecem preparação gratuita em vários estados

Estudante
Pagar um financiamento está dentro do seu plano financeiro?

– Quanto tempo eu vou gastar para pagar o FIES?

Não existe um prazo para quitar o financiamento do FIES. A amortização começa depois da formatura do estudante e quando ele tiver uma renda. O MEC tem uma estimativa de 5 anos para o pagamento de uma dívida de cerca de R$ 50 mil, mas isso considerando que a renda aumentará com o passar dos anos. Caso o estudante não consiga aumentar sua renda ou fique desempregado por um longo período, a dívida poderá demorar décadas para ser paga.

– Existem outras opções além do FIES?

O FIES é o melhor financiamento estudantil, pois possui juros zero (apenas correção da inflação + taxas). No entanto, o P-FIES pode ter taxas maiores que outros créditos universitários particulares.

É importante que o estudante conheça as outras opções de financiamentos e compare as taxas de juros para analisar qual a mais vantajosa. Além do FIES e P-Fies, também existe o Crédito Universitário PRAVALER, que oferece financiamento em cerca de 500 instituições, não exige participação no Enem e a solicitação pode ser feita durante todo o ano. Neste financiamento, é necessário um fiador para conseguir o crédito.

Saiba mais: Bolsas de estudo e financiamentos. Qual a diferença?

Existe também o Educa Mais Brasil, um programa que beneficia diversos estudantes com bolsas de até 70% do valor do curso. É uma boa opção para quem não consegue pagar a parcela integral. O estudante que for beneficiado vai pagar apenas uma taxa administrativa ao Educa Mais Brasil no ato da matrícula e, depois, a cada semestre, conforme o contrato que for aderido.

A Neora oferece descontos de até 80% no valor da mensalidade das faculdades parceiras, que são mais de 100. O estudante precisa pagar um cupom, que equivale ao valor da mensalidade com desconto, para ser beneficiado com a bolsa parcial.

Outra opção que não pode deixar de ser consultada pelos estudantes são as Bolsas Restituíveis, oferecidas pelas próprias instituições de ensino particulares. Neste caso, os critérios e valores do empréstimo são definidos pela instituição.

Agora se você é estudante de baixa renda e estudou em escola pública, aproveite para tentar ser contemplado pelo ProUni, que oferece boas integrais e parciais em diversas instituições.

Saiba mais sobre o ProUni.

Fonte Oficial: UOL.

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